Estava lendo o blog Nos Teus braços é o meu lugar e vi um
texto do Caio F. Abreu. Decidi tomar a liberdade e fazer algumas alterações
para mudar o gênero:
"Ela pode estar olhando
tuas fotos neste exato momento; passou-se muito tempo, detalhes se perderam. E
daí? Pode ser que ela faça as mesmas coisas que você fazia escondido, sem
deixar rastros nem pistas. Talvez ela encostasse a cabeça no travesseiro e
sinta saudade do quando estava em seu colo. Ou percorra trajetos que eram teus,
na tentativa de não deixar que você se disperse das lembranças. As boas. Por
escolha ou fatalidade, pouco importa, ela pode pensar em você. Todos os dias. E
ainda assim, preferir o silêncio. Ela pode reler teus bilhetes, procurar o teu
cheiro em outros cheiros. Ela pode ouvir as tuas músicas, procurar a tua voz em
outras vozes. Quem nos faz falta, acerta o coração como um vento súbito que
entra pela janela aberta. Não há escape. Talvez ela perceba que você faz falta
e diferença, de alguma forma, numa noite fria. Você não sabe. Ela pode ser a mulher com quem passará aquele tão sonhado verão em Paris. Talvez ela volte; Ou
não."
C.F.A.
Também retirei esse texto do blog Lua, lindo de Mário Quintana!
"Eu agora - que desfecho!
Já nem penso mais em ti...
Mas será que nunca deixo
De lembrar que te esqueci?"