Estou escrevendo depois de muito tempo ausente. Peço
desculpas a todos por não completar a série de dicas para esquecer alguma coisa
importante. Não consegui pelo fato de ter falhado em ajudar uma pessoa que
precisava de meus conselhos. Quem sabe eu consiga transmitir para vocês um dia
o que pensei ser importante para esquecer.
Pois bem, cá estou eu ouvindo Somewhere over the rainbow, na
voz original de Israel Iz Kamakawiwo'ole. Queria escrever alguma coisa sobre a
vida. Esquecer um pouco os textos que fiz sobre amores, paixões,
decepções. Ora, então pensei vou escrever sobre a fragilidade humana
quanto a facilidade em errar.
Parece um texto filosófico, psicológico de alguma forma. Mas
não. É um texto reflexivo de tudo que já vi até hoje na minha humilde
vida.
Uma vez li em um blog, acho que no Entrelinhas e Palavras,
se não me engano, ou se não li, por algum motivo ligo essa frase a esse blog,
que somos humanos e por isso somos feitos de fragilidades. Não existe outra
palavra para descrever os humanos que senão a fragilidade. Humanos mortais, frágeis, incapazes de
raciocinar sobre o sentimento alheio. Acredito estar viajando nas minhas
palavras e no meu sentimento.
A fragilidade humana
permite-nos errar de centenas de formas possíveis. Uma das formas de errar é
pensar no E se? E se tivessemos dito
isso? E se tivessemos feito isso? E se eu não desse aquele beijo? E se eu
tivesse dito para não ir? E se... e se eu ouvisse mais o meu eu? O e se muitas vezes nos trás angústias de
viver um futuro diferente do nosso presente. E isso não é bom. O que aconteceu,
está acontecendo, tem alguma razão. Questionar esta razão não é racional. Mas
como disse, somos frágeis e em grande parte do tempo, agimos de forma
irracional. Tendemos a questionar a razão. Ai está o outro erro.
Questionar demais. Quando questionamos muito, acabamos por
descobrir coisas que viveriamos melhor sem elas. Temos a certeza que ninguém
pode ser perfeito, por mais que tente provar que ao menos você pode chegar
perto. Terá sempre alguém para mostrá-lo que a perfeição é uma utopia do seu
vadio consciente. Algumas
verdades doem e acaba por ficarmos na dúvida se vale mesmo a pena descobri-las.

"O importante é
saber que devemos manter o nosso controle. É termos a consciência de que se
coçarmos aquela ferida já quase curada, causaremos uma ainda maior.
Então, segure-se. E não ceda às provocações que não lhe oferecem um retorno concreto. Consiga manter sobre controle os seus olhos. Consiga manter sobre controle os seus ressentimentos. Consiga manter sobre controle as suas carências. E então, viva a libertação das injúrias que aquele fato lhe provocou.
É a vida... todo mundo se machuca. E infelizmente (ou não) não podemos construir uma redoma ao nosso redor. É por isso que precisamos saber que vez em quando as pessoas vão nos ferir com suas palavras, talvez até com as suas atitudes. O que não podemos permitir é que a palavra e a atitude que ferem, venham demorar demais em nós; venham se estender além do tempo que deveriam ficar, e com isso acabem por estragar a nossa essência."
Então, segure-se. E não ceda às provocações que não lhe oferecem um retorno concreto. Consiga manter sobre controle os seus olhos. Consiga manter sobre controle os seus ressentimentos. Consiga manter sobre controle as suas carências. E então, viva a libertação das injúrias que aquele fato lhe provocou.
É a vida... todo mundo se machuca. E infelizmente (ou não) não podemos construir uma redoma ao nosso redor. É por isso que precisamos saber que vez em quando as pessoas vão nos ferir com suas palavras, talvez até com as suas atitudes. O que não podemos permitir é que a palavra e a atitude que ferem, venham demorar demais em nós; venham se estender além do tempo que deveriam ficar, e com isso acabem por estragar a nossa essência."