segunda-feira, 9 de maio de 2011

Outros rumos


Ele a viu depois de algum tempo. Foi meio de relance, um acaso.  Ele pensou como as coisas tinham tomado aquele rumo. Tudo estava tão diferente.
Ela já tinha outra pessoa, assim como ele. Estavam teoricamente felizes com seus novos amores. No fundo ele sabia que nenhum outro amor poderia ser comparado com o seu primeiro amor. E com ela poderia ser da mesma maneira.
Um dia estavam planejando o casamento deles. No outro ele não acreditava que tudo havia acabado. Os dias seguintes só pioraram as coisas: não teve amor suficiente para que ela o perdoasse.
Ele nunca a havia traído. Sempre foi fiel, companheiro e acima de tudo, amigo. Estava com ela nos momentos em que mais precisou.  Quando ela ameaçou cair, era ele que estava lá para segura-la.
Assim era o amor dos dois. Mas ela sentia-se incomodada com muitos defeitos nele e ele sempre prometia mudar, mas não conseguia.  Ele sabia que ela estava certa em terminar e que era o melhor para ela.
As vezes era preciso um acontecimento dramático para mudar e assim o fez. Tornou-se outra pessoa, mais amável, carinhoso e acima de tudo romântico. Jurou que não cometeria os mesmos erros.
Assim vai vivendo a vida com novos olhares, mas nunca esquecendo o maior amor da sua vida.

7 comentários:

  1. Muito triste, Rafael. Mas verdadeiro na mesma medida. Os aprendizados nem sempre são fáceis. Arrisco-me a dizer que, em sua maioria, são bem doloridos. Mas conforta pensar que estamos todos crescendo, que a vida se encarrega de curar todas as feridas. E, se por um lado, as feridas cicatrizam, as marcas sempre estarão lá. Acho que é isso que nos faz ímpares. Cada um com feus fardos, com suas tristezas e alegrias. Cada um com suas derrotas e suas vitórias. Todos evoluindo.
    Obrigada por compartilhar suas letras e seus sentimentos
    Um abraço

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  2. Desta vez nao fui eu que escrevi Rafael, foi a minha namorada, fez uma surpresa, é a prova que tendo inspiração todos podemos ser ' poetas ', abraço

    Ps: adorei o teu texto

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  3. Dos amores que tive, jamais os esquecerei...

    Quando é amor não há tempo que cure, não há tempo que sare, não há tempo que possa fazer esquecer... mas como escreveu José de Alencar em Iracema "Tudo passa sobre a terra", mas apesar do passar, as coisas ficam registradas... Embora o amor passe, siga outro rumo, algo sempre fica: esse algo é a lembrança!

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  4. Acho que nem tem como esquecer o primeiro amor,
    ele sempre fica guardado em nós. De alguma forma! =/

    beeijoca Rafa ;*

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